O Globo 27/06/2011
Está previsto para setembro o início da construção do “primeiro projeto privado do Porto Maravilha”, nas palavras do prefeito Eduardo Paes, uma torre de 20 andares que ocupará o terreno onde, até a manhã de domingo, havia três edifícios do extinto Moinho Marilu. Batizado de Port Corporate, o pioneiro prédio corporativo da região ocupará parte da área de 13 mil metros quadrados na Avenida Rio de Janeiro, nas imediações do Terminal Rodoviário Novo Rio. Como na derrubada da antiga unidade da cervejaria Brahma na Avenida Marquês de Sapucaí, no início deste mês, Paes acionou a implosão, que começou às 6h36m .
Cerca de 250 quilos de explosivos foram empregados no desmantelamento dos prédios, que durou sete segundos. Duas das construções tinham altura equivalente a oito andares; a terceiro, a cinco. Os R$ 250 milhões necessários para erguer o novo centro empresarial serão bancados pela TishmanSpeyer, empresa responsável por empreendimentos como o Rockfeller Center e o ChyslerBuilding, em Nova York.
- Essa implosão de hoje é a marca do primeiro projeto privado do Porto Maravilha, que surge em uma área da cidade que ninguém queria e que já começa a ser revitalizada – comemorou o prefeito.
Além dos três prédios demolidos, seis silos de cereais estão sendo gradativamente fatiados, já que a proximidade do Viaduto do Gasômetro inviabiliza a utilização de explosivos. A limpeza do terreno começa nos próximos dias, e obra do novo centro empresarial deve ser concluída em até dois anos, segundo previsão da TishmanSpeyer, que no Rio desenvolveu o projeto do VenturaTowers, na Avenida Chile, a modernização do Edifício Sul América, na Cidade Nova, e a construção do Virtus, na Avenida Presidente Vargas.
O Rio de Janeiro está crescendo e precisará de cada vez mais espaços corporativos de qualidade. Quase não há mais espaço no Centro da cidade, e a tendência é que a região do porto aproveite esse crescimento – afirmou Daniel Cherman, diretor-presidente da TishmanSpeyer.
O prédio terá o título de construção verde, e algumas das exigências para a certificação internacional terão de ser cumpridas já na construção: grande parte do entulho gerado na demolição será reutilizado no próprio edifício. Dos 20 andares do Port Corporate, 18 abrigarão escritórios, somando uma área de 35 mil metros quadrados para locação.
A FIABCI/BRASIL e a REGIONAL RIO DE JANEIRO, atuam em conjunto atualizando o empresário do setor, favorecendo o desenvolvimento das atividades imobiliárias, mantendo estreita relação e parceria com seus associados, intregando-os no aprimoramento do mercado, promovendo eventos, reuniões e encontros empresariais, realizando cursos em parceria com Universidades locais, mostrando o que acontece em todo mundo, novas tecnologias, enfim, o que está sendo feito lá fora pelo setor.
O Brasil é um dos países onde a Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, conhecida como Fiabci, está presente.
A sede mundial da Fiabci é em Paris. A Fiabci/Brasil está aberta a todos os profissionais do setor imobiliário.


O Globo 25/06/2011
O consumo de cimento no Brasil começou a perder fôlego com a desaceleração da economia. O Snic, sindicato do setor, reviu para baixo a projeção de crescimento da demanda em 2011. Em fins de 2010, esperava-se expansão de 9% este ano. A estimativa, agora, não passa de 6%. “O consumo de cimento é muito sensível ao conjunto de variáveis macroeconômicas. O que temos hoje é desaquecimento da economia, inflação em alta, crédito caro e escasso. Não é possível mantermos ritmo de crescimento de dois dígitos de anos anteriores”, diz José Otavio Carneiro de Carvalho, presidente do Snic. Até maio, o mercado interno cresceu 7,1% sobre 2010, com a venda de 24,6 milhões de toneladas. Em todo o ano passado, o Brasil consumiu 59,124 milhões de toneladas, recorde histórico. Este ano, o Snic estima demanda interna de 63 a 64 milhões de toneladas, outra marca inédita. O país é o quarto maior consumidor de cimento do mundo e deve se manter na posição, atrás de China (1,6 bilhão de toneladas ao ano), Índia (200 milhões) e EUA (cerca de 70 milhões).



